Tóquio 2020: o impacto econômico por trás das arquibancadas vazias

Atualizado: Ago 22



Em 2013, quando Tóquio foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2020, ninguém imaginava que a competição seria postergada por uma pandemia e que geraria tantas dúvidas quanto à sua realização. Menos ainda, ninguém cogitava que o evento se daria com estádios e arenas completamente vazios sob o receio de aumentar o número de casos de um vírus em circulação. Hoje, último dia das Olimpíadas, o clima tradicional de comemoração parece distante para a população japonesa, ainda que seus atletas tenham conquistado diversas medalhas. Com as arquibancadas vazias mostrando que os investimentos bilionários realizados para promover a competição não geraram o retorno esperado, e, mais ainda, que atrasaram a recuperação da economia da "terra do sol nascente" pós-pandemia, cabe a pergunta para o Japão: será que valeu a pena realizar os jogos?


O ouro que poderia salvar o Japão


Embora a economia japonesa seja a terceira maior do mundo em termos de PIB e configure o país como uma potência mundial, ela não está isenta de problemas. Hoje, o Japão é o país com maior percentual de idosos no mundo, o que, aliado às quedas na taxa de natalidade e à tradicional relutância à vinda de imigrantes, faz com que a população economicamente ativa tenha dificuldade em gerar capital suficiente para sustentar os mais velhos a longo prazo. Além disso, a "terra do sol nascente" também enfrenta oscilações na demanda internacional por suas exportações - sobretudo de automóveis e bens eletrônicos -, agravadas por medidas protecionistas do próprio governo japonês, que limitam relações com outros países, e por tensões geopolíticas com a China, responsável por comprar mais de 20% desses produtos exportados.


O principal problema, no entanto, está relacionado a um fenômeno muito distante da realidade brasileira: a deflação, ou inflação negativa. Esse fenômeno consiste na queda generalizada dos preços de produtos e serviços por um longo período de tempo, e, por mais que possa soar positivo, é um indício de recessão econômica. Com a população consumindo menos, os preços caem, reduzindo a produção e os postos de trabalho, de modo a gerar um círculo vicioso de queda na atividade econômica.



No Japão, alguns economistas acreditam que esse baixo consumo venha de um receio que a população possui em comprar itens caros a ponto de não ter reserva de capital suficiente para se sustentar caso, repentinamente, os preços voltem a subir, como já subiram durante o colapso que houve na bolha financeira e imobiliária japonesa na década de 1990. Com as taxas de juros já quase negativas e altas expectativas de inflação lançadas pelo governo não sendo suficientes para estimular seu povo a comprar mais, a solução normalmente recai em uma estratégia alternativa de emissão de moeda chamada de quantitative easing¹,que, ao longo das últimas duas décadas, conseguiu até gerar resultados positivos, mas não muito duradouros a ponto de acabar com o problema.





Assim, foi em meio a todo esse cenário, que já perdura há duas décadas, a capital do Japão, Tóquio, foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2020, retratados na época como os "Jogos da Recuperação". O evento era a oportunidade para o país mostrar ao restante do mundo como fora positiva sua recuperação - em todos os sentidos da palavra - desde os terremotos de 2011, até o início da competição, exaltando o Japão como um país moderno e tecnologicamente avançado, repleto de belas paisagens e dotado de uma cultura extremamente rica.


A receita diretamente proveniente da competição viria de duas principais fontes: o turismo e os patrocínios. Nesse sentido, as expectativas do Comitê Olímpico e Paralímpico Japonês eram bastante altas: esperavam-se mais de 920 mil espectadores visitando a capital todos os dias do evento, de modo a gerar US$ 2 bilhões apenas em refeições, transporte, acomodação e compras de produtos relacionados aos jogos. Além desse boom no turismo durante competição, a expectativa era que, do anúncio do país como sede, até muito depois do final dos jogos, a atenção internacional dada ao Japão despertasse nos estrangeiros a vontade de conhecer o país, de modo a atingir mais de 40 milhões de visitantes anuais - quase 4 vezes mais que em 2013. No que diz respeito aos patrocínios da competição, eram esperados mais de US$ 3 bilhões, cerca de 3 vezes mais do que as edições Rio 2016 e Londres 2012 arrecadaram cada uma, principalmente devido ao quase US$ 1 bilhão injetado pela Toyota, que se juntou aos patrocinadores fixos do evento logo em 2013.




Indiretamente, o impacto total das Olimpíadas na economia japonesa, de 2013 até 2020, era projetado pelo Comitê, por baixo, em US$ 27 bilhões, com pouco mais da metade indo para a capital. Para o Bank of Japan, esse resultado - tão positivo comparado ao gasto estimado de US$ 7.3 bilhões - viria de 2 principais aspectos: o aumento das exportações e a desaceleração do envelhecimento populacional. A ideia era que, sediando os Jogos Olímpicos, o país se tornasse menos protecionista, tanto no sentido econômico - com a entrada na TPP², por exemplo -, quanto com relação à entrada de imigrantes, que chegariam para trabalhar, sobretudo, no setor de construção civil, compondo a força de trabalho necessária para o desenvolvimento em infraestrutura exigido para a realização das competições.


Em suma, as expectativas sugeriam que os Jogos Olímpicos gerariam um impacto positivo e duradouro na economia. De fato, o país atraiu mais turistas entre o anúncio como sede e o ano do evento, bateu recorde de patrocínio para a competição, teve um crescimento no setor de construção civil e impulsionou a atividade econômica, o que aumentou seu PIB.



No entanto, efeitos positivos decorrentes de sediar as Olimpíadas normalmente são mais vistos em cidades de países em desenvolvimento ou com uma economia crescente. Isso porque, nesses locais, as melhorias em infraestrutura costumam produzir um maior impacto, como ocorreu em Barcelona, totalmente reconstruída para os Jogos de 92. Ao tomar cidades com essas particularidades como base para projetar um impacto econômico, as expectativas em nações como o Japão - distantes dessa realidade - acabam se mostrando excessivamente otimistas e não se concretizam. Em toda a história, a única Olimpíada que efetivamente gerou lucro foi a que ocorreu em Los Angeles em 1984 - que só alcançou esse feito porque praticamente toda a infraestrutura foi reaproveitada da edição de 1932. Nesse sentido, economistas sugerem que sediar o evento gere uma imensa perda financeira para as cidades na maior parte dos casos, pois os efeitos positivos são passageiros e dependem de como o governo vai gerenciar os benefícios a longo prazo e de como será o consumo dos turistas, o que não é algo muito previsível.


Foi diante desse panorama, que, em 2020, a apenas quatro meses do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, essa imprevisibilidade se manifestou da pior forma: a pandemia da COVID-19 tinha sua primeira onda estourando no Japão.


O obstáculo perto da linha de chegada


Ameaçando a concretização das expectativas otimistas para a economia em um cenário completamente incerto, em março de 2020, as Olimpíadas foram adiadas em um ano. No meio-tempo entre o adiamento e a nova data de início, prevista para julho de 2021, o governo acreditava que as medidas mais flexíveis para conter o coronavírus, sem estratégias como quarentena, visando a poupar a economia, seriam o suficiente para que a situação já tivesse se regularizado quando a nova data chegasse.


No entanto, a realidade foi que o número de casos da doença no Japão, desde o início da pandemia, já passa de um milhão - cerca de 0,8% da população, o que representa quase o dobro da vizinha Coreia do Sul -, e alcançou seus piores cenários em janeiro e maio de 2021, justamente quando se esperava que a situação estivesse mais estabilizada. Com a população, que já historicamente comprava pouco, contendo ainda mais seu consumo por medo de não ter dinheiro guardado suficiente, e as exportações - sobretudo para a China - caindo, o quantitative easing não deu conta de segurar a inflação perto do ideal de 2%, que foi de 0,4% em março de 2020 para -1,2% em dezembro do mesmo ano. Para piorar a situação, com o adiamento das Olimpíadas, não houve boom no turismo em 2020, incentivo significativo à vinda de imigrantes para ajudar a mitigar o problema do envelhecimento populacional, muito menos atenção internacional positiva, já que o país, principalmente a poucos meses do início dos jogos, não conseguiu conter de forma eficiente o número de casos da COVID-19.




Com praticamente todos os benefícios que poderiam vir do evento inviabilizados, em uma pesquisa conduzida pelo principal jornal do país, Asahi Shimbun, em maio deste ano, 83% da população declarou não ser favorável à realização dos Jogos Olímpicos em julho. Além disso, o próprio Primeiro Ministro do Japão, Yoshihide Suga disse que sua prioridade não era realizar o evento a qualquer custo, mas sim manter seu povo seguro.



Diante da demanda da maioria da população por um cancelamento dos jogos e a média de casos tão expressiva, é coerente se perguntar: por que insistir na realização das Olimpíadas?


Uma importante razão para a manutenção do evento pode estar relacionada à diferença no impacto financeiro entre realizar os jogos já adiados e cancelá-los tão perto da nova data. Segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), o prejuízo do adiamento de um ano, contando que o evento teria público (mesmo que restrito), foi de US$ 2.8 bilhões - cerca de 18% do valor que os organizadores alegavam ter gasto até dezembro e quase 40% do gasto previsto em 2013. Em contrapartida, cancelar os Jogos Olímpicos envolveria perder toda a receita dos ingressos e turistas vindos de fora de Tóquio, além de ter que reembolsar as emissoras pelos os direitos de transmissão do evento e os quase 80 patrocinadores, totalizando um prejuízo estimado em US$ 17.4 bilhões.




Além do aspecto financeiro, cabe ressaltar que as únicas 3 ocasiões em que as Olimpíadas foram canceladas se deram durante as duas Guerras Mundiais, e o Comitê Olímpico Internacional, em suas declarações mais recentes, não se mostrou disposto a chegar à quarta vez. Segundo seus representantes, a edição poderia sim ser cancelada, mas somente caso houvesse riscos à saúde dos atletas. A realidade é que houve inúmeros riscos, mas a determinação do COI em seguir com os Jogos Olímpicos foi tamanha que o Japão não quebrou o contrato.


A luta por um pódio


No início de 2021, o governo tinha instituído apenas medidas de distanciamento e proteção, reduzindo o público nos jogos e proibindo a vinda de estrangeiros. Porém, com a pressão da população - preocupada com o alto número de casos, o evidente atraso na vacinação em relação a outros países desenvolvidos e o avanço de uma variante mais perigosa -, a decisão, tomada somente 15 dias antes da abertura, foi de que as competições se dariam totalmente sem público, algo que nunca tinha ocorrido antes na história dos Jogos Olímpicos.


Com todo o evento tendo sido acompanhado apenas pelas telas de televisão e online, não há como deixar de pensar em todo o capital investido - cuja grande parte veio dos bolsos da população japonesa - na construção de estádios, arenas e pistas que não receberam uma pessoa sequer. Além disso, estima-se que só o fim da receita dos ingressos tenha gerado uma perda de US$ 867 milhões em receita - isso sem contar os bilhões perdidos com o turismo, que estimulariam o comércio no país. Assim, foram oficialmente zeradas todas as chances que as Olimpíadas tinham de ajudar o Japão, e faz sentido pensar como se dará o futuro da economia da nação asiática quando a pandemia se reverter.


Nesse sentido, as expectativas não são tão otimistas quanto as que o país teve ao ser eleito para sediar os jogos. Além da vacinação que só começou a deslanchar de verdade no último mês, o Japão precisa lidar com os gastos das Olimpíadas e a falta do retorno esperado. Além disso, mesmo sem público nos estádios, as mudanças que podem ter sido geradas por sediar um evento com atletas do mundo todo em uma nação com mais de 4 mil casos diários da COVID-19 são imprevisíveis e capazes de jogar fora todo o avanço dos últimos meses, dado o recorde de contaminações registrado ao longo da competição.


Com relação à inflação, o mais provável é que ela continue bem baixa, mesmo com o fim definitivo da pandemia. Embora a estratégia de quantitative easing já tenha gerado alguns efeitos positivos ao longo da história econômica japonesa, a tendência do Bank of Japan de continuar adotando esse mecanismo pode jamais produzir um efeito permanente. A realidade, segundo Sayuri Shirai - ex-membro do conselho do banco -, é que não se sabe ao certo o que de fato fez os preços estagnarem anos atrás. Por isso, o Japão, há anos, tem dificuldades em encontrar uma solução duradoura para o problema, de modo que estima-se que sua recuperação econômica para o patamar anterior à pandemia - já não ideal - só chegue por volta de 2023, muito depois da China e de outros países desenvolvidos.




Dessa forma, chegando ao encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, só resta aguardar para entender como o Japão contornará os impactos econômicos agravados pelo desafio de sediar a competição no auge da pandemia que parou o mundo.





Glossário


  1. Quantitative easing: estratégia usada no combate à deflação que aumenta a oferta de moeda do país, sem que seja emitido dinheiro físico. Basicamente, o Banco Central do país compra títulos de longo prazo de outros bancos no mercado aberto, criando uma enorme quantidade de dinheiro de forma eletrônica sem monetizar as reservas adquiridas.


  1. TPP: sigla para Trans-Pacific Partnership (ou, em português, Parceria Transpacífica), um acordo de livre comércio entre 12 países banhados pelo Oceano Pacífico.


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*Alguns dos gráficos foram feitos com auxílio do programa Think-Cell.


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